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Curta-SE


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 Criado em 2001, o Festival Luso-Brasileiro de Curtas-Metragens de Sergipe (Curta-SE) foi concebido inicialmente como um pequeno festival de curtas-metragens voltado para o público universitário. Em sua primeira edição realizada na Universidade Federal de Sergipe e quase que inteiramente organizada e produzida por sua criadora, Rosângela Rocha –, o então chamado Festival Brasileiro de Curtas-Metragens contou com cerca de 50 filmes inscritos, dos quais 14 sergipanos.


A partir da primeira experiência, o Curta-SE amadurece de forma rápida e surpreendente, consolidando-se como um dos mais importantes eventos do calendário nacional de festivais de cinema. Já na segunda edição, o Curta-SE vira o Festival Luso-Brasileiro de Curtas-Metragens de Sergipe e passa a estender sua programação para o além-mar, até a cinematografia portuguesa. É também a partir de 2002 que o festival acrescenta às mostras de curtas a participação de longas-metragens convidados e uma extensa programação de seminários, workshops e eventos culturais.


O ano de 2002 foi de fato o período de consolidação do Curta-SE como o grande evento do cinema em Sergipe: o Curta-SE 2 contou com a participação de mais de 5 mil pessoas, que tiveram acesso aos 144 filmes inscritos naquele ano numa programação distribuída por salas de cinema, espaços públicos e centros culturais. O festival consolidou-se também junto à sociedade civil organizada e ao poder público com a construção de parcerias firmadas com instituições de ensino, distribuidoras, ONGs, empresas do setor cinematográfico, consulados, televisões abertas e por assinatura, o Fórum dos Festivais e governos locais.


Em 2003, o Curta-SE passou a contar com o patrocínio da Petrobras. Aliada ao apoio da Lei Rouanet, esta parceria trouxe ao Festival um crescimento importante em termos de estrutura, o que permitiu incrementar e diversificar ainda mais a programação oferecida ao público. Atento a um de seus maiores objetivos – o de buscar a aliança entre tecnologia e responsabilidade social –, o Curta-SE também se tornou parceiro do programa Fome Zero, e arrecadou cerca de uma tonelada de alimentos em troca de ingressos para as exibições dos longas-metragens convidados.


Foi de olho na democratização do cinema no Brasil que o Curta-SE optou por realizar sua quarta edição num dos bairros mais antigos e populares de Aracaju: o Bairro Industrial. Em sintonia com as necessidades da população menos favorecida, o Festival exibiu curtas e longas-metragens, inclusive em 35mm, numa enorme tenda montada na orla local e proporcionou o acesso a filmes de qualidade para milhares de pessoas que, por razões diversas, não podiam frequentar as grandes salas de cinema.


O Curta-SE 5 foi mais uma vez um grande exemplo de inovação. Além de acontecer em Aracaju, o evento se inseriu na programação alusiva aos 150 anos do município e foi levado às ruas da quarta cidade mais antiga do Brasil e primeira capital de Sergipe, São Cristóvão.  A mostra Cine BR em Movimento e as apresentações de grupos folclóricos deram a cara do Festival na cidade.


Novas parcerias foram firmadas para as premiações, o que permitiu a ampliação do número de inscritos e de categorias vencedoras do evento. Como não poderia deixar de ser, o Curta-SE 6 trouxe ainda mais novidades e crescimento. Uma mostra competitiva, denominada  ‘Curta os Sergipanos’, foi realizada em São Cristóvão. A premiação oferecida ao melhor  curta sergipano pela Cinerama Brasilis, cinco diárias de câmeras 16mm equivalentes a R$ 8 mil, foi a primeira em 25 anos. Milhares de pessoas participaram mais uma vez do festival e garantiram o sucesso da edição.


O Curta-SE 7 aconteceu no período de 28 de abril a 6 de maio de 2007, compreendendo as cidades de Aracaju, Estância e São Cristóvão, e comprovou a credibilidade do festival de aprovado por público, crítica especializada e mídia local e nacional. A qualidade da programação também atestou o seu sucesso: os filmes e vídeos selecionados para as mostras competitivas e informativas, as discussões no seminário sobre distribuição e exibição de filmes brasileiros, as homenagens à Ilo Krugli e Joaquim Pedro de Andrade, os eventos artísticos que demonstraram a diversidade cultural de nosso estado – tudo funcionou para corroborar a posição do Curta-SE como um evento de destaque.


Contamos então com um público estimado em 5 mil pessoas: eram estudantes  secundaristas, universitários e comunidade em geral, com acesso a 90 obras audiovisuais dirigidas ao público infantil e adulto. Oferecemos dois workshops: Como Fazer seu Filme e Espaço Cultura Livre, entrelaçados por exibições e debates.


Excursionando pela economia da cultura, o Festival gerou renda nos serviços de hotelaria, aviação, turismo, artesanato, além de oferecer o primeiro emprego de alguns jovens através das monitorias. O Curta-SE também contribuiu para a qualificação dos profissionais da área, e na geração dos impostos ISS, ICMS e CPMF.


O sergipano teve acesso às informações e acesso aos filmes, aos realizadores, às técnicas audiovisuais desenvolvidas nos workshops. Dando continuidade a um compromisso firmado desde anteriormente, promoveu-se uma ação social junto à Secretaria de Estado da Inclusão e Desenvolvimento Social, através do Programa Fome Zero. Foram doados 1.300 quilos de alimentos advindos da troca dos ingressos para assistir aos filmes no Cinemark.


O evento contou com o imprescindível patrocínio da Petrobras, do apoio Ministério da Cultura (através da Lei de Incentivo à Cultura), do Governo do Estado de Sergipe, do Banco do Nordeste e da Prefeitura Municipal de Aracaju. Os recursos ofertados por esses parceiros viabilizaram a realização do festival dentro de um padrão que certamente imprimiu um diferencial marcante seu formato.


Em 2008, o evento torna-se Festival Iberoamericano de Curtas-Metragens. Isso possibilitou a participação de países abrangidos pelo programa Ibermedia, do qual fazem parte a Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Cuba, México, Venezuela, Colômbia, além de Portugal e Espanha. Além disso, no mesmo ano, o Curta-SE passou a integrar em mostras competitivas longas-metragens a partir de 70 minutos.


Ao completar uma década, o Curta-SE se consolidou como um dos maiores festivais de cinema do país. O festival diversificou seu público agregando outras artes, como a música. Recebeu, na abertura, o pernambucano Otto. Já o encerramento do festival contou com a irreverência da cantora Preta Gil. No ano de 2010, foi implementada a votação eletrônica.


Em 2011, o Curta-SE levou para Aracaju um longa-metragem filmado quase que em sua totalidade em Sergipe. ‘O Senhor do Labirinto’ relata a história do sergipano de Japaratupa Arthur Bispo do Rosário, que mesmo com sua esquizofrenia conta  que ficou mundialmente conhecido por sua arte. Uma das novidades desta edição foi a criação do prêmio do Júri Oficial na categoria de longas-metragens.


No ano seguinte, o Festival distribuiu quase R$50 mil em prêmios. Além das cinco categorias, o Curta-SE acrescentou mais  uma categoria, a de videoclipe. Esta foi uma forma de unir diferentes tipos de arte.


O Curta-SE 13 recebeu 573 inscrições nas categorias cinema digital, videoclipe, vídeo sergipano, vídeo de bolso e longa-metragem.  Neste ano, o festival bateu recorde no recebimento de inscrições de outros países: foram 79 produções vindas da Espanha (48), Argentina (18), Portugal  (12) e Venezuela (1). Sergipe teve 42 inscritos, um número 27% maior do que no ano passado.


A cada ano, o Curta-SE ganha mais notoriedade dentro e fora do país. Isso só é possível graças ao apoio dos nossos parceiros, dos realizadores do nosso público e, principalmente, do nosso público. Agradecemos aqueles que contribuem para o nosso sucesso.

 

 

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